Pedro
"Sabe por que as pessoas gostam tanto de viajar? Cada viagem é única porque ela é inesquecível. É uma quebra com o cotidiano, com os padrões comportamentais que você repete diariamente sem se questionar sobre eles. Quando você viaja você descobre novos mundos, e com isso você se redescobre, se constrói e se transforma em outra pessoa. Esse é o drama do viajante, ver constantemente novos mundos, coisas magníficas, somente para elas serem esquecidas dentre de pouco tempo, substituídas pelas novas coisas que você descobre. Ser viajante é reconhecer a efemerabilidade da vida. É sempre ter um território desconhecido debaixo dos seus pés, é ser desbravador de terras ermas nas quais as coisas não são certas, o futuro imprevisível. Cada caminho deve ser descoberto agora, não há um trajeto conhecido, pois não há como saber onde cada trilha vai dar, todo passo é um salto no escuro. Você não sabe se o caminho que escolheu vai te trazer a um destino feliz, ou se você vai acabar saindo machucada, e a única solução para isso é ter sempre em mente que nada é perfeito, que os erros acontecem e o importante não é saber evitá-los, mas saber como lidar com os problemas quando eles surgem. É por isso que viajar, antes de tudo, é um ato de coragem. Somente aqueles que acreditam que não há crescimento quando se queda num mesmo lugar, no conforto, podem ter a incerteza como única segurança possível e, assim, promover atrito com o mundo, não se estagnar. Mas isso não significa que nós não temos medo, temos medo todos os momentos. Medo do desconhecido que temos a certeza de encontrar no próximo cruzar de esquina; medo de que o nosso destino, nossos sonhos, nunca sejam atingidos; medo de que algum dia desistamos e aceitemos alguma segurança que nos faça esquecer dos nossos ideais. A verdadeira coragem não é não ter mais medos, mas saber seguir em frente apesar dos medos, não transformar o medo no nosso senhor, saber controlá-lo e não deixar que ele nos controle."
ele escreve essas coisas e ainda vem me dizer que não quer fazer um blog.
pode?

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