segunda-feira, março 12, 2007

flashback

coisas escritas por mim há tempos.

untitled

aprisionou-se
acorrentado
sujeito
a sujeitos alheios

indiferente
transparente
e o desejo latente
a voz dela
parecia sonho
parecia feliz
em uma outra cidade
que ainda nao havia habitado...

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o coraçao nao pode mais
que a coragem.

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por que se escreve?

escrever poesia,
palavra em flor,
belos sons
se prosa é o fruto do pensamento,
a poesia é a flor do sentimento.

nao quero babar, redundar
sem pleonasmos
sem climaxes crescentes e decrescentes
nao é so falar aquilo que se pensa
como tambem aquilo que se sente

para destilar o coração
é necessario suor
sentir a saliva
do desejo
a umidade de uma lagrima
a dor de um adeus
o calor da alma

nao somente perceber e apurar
como tambem ter o peito
de expressar o que as vezes
nem sempre conseguimos
pôr em palavras

liberdade é nao rimar
é poder ser e nao recuar

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poesão

poesia
prazer
poderia
gentileza
perdão
assim não
diz que sim
poesão
eis que tao
hipotetico
surge
uma nova
concepção
da linguagem
poética

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pensa mente

solidez
solidão
tesão
razão
pressa
lentidão
labirinto
e a mente
da gente

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notívago

saio o sol
ilumina a lua
na rua
a lua tão sua
estatelada
circunferência
compasso
ao compasso do espaço
do tempo
temporal -
chuva lua noite
chovechuva
chuá
a lua. e você
tao soturno, sombrio na noite urbana.
faróis brigam pela atenção:
quem ilumina mais?
seus olhos ignoram a luz dos meus
amor que por ti irradia
em meu sorriso você
inútil.
dou voltas
passos largos
sumiste de mim
e eu na rua
e a lua
sozinha,
sem sol nem ti.

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tua voz
teus beijos
teu amor
tua tara
nosso olhar
tão longe
tão perto
tanto,
em tao pouco tempo...
todo ti.
te amo tudo.

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distante constante

de si
de só
de sal
do pó
é dado
dolorido
é fato
sentido
no mais
é menos
um pouco
já seria suficiente
não obstante
estar distante
sal, suor
o pior
o mal da idade
(não saber domar paixão)
sal-dade
saudade
amargo
o tempo
que não passa
e você
no pensamento...

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brainstorm

brainstorm
adrenalina
flui sem nexo
desconexo
desconheço
a origem, o começo
tão menos sei
será?
sinapse
hipnose
envolvido
envolvente
você sente
a minha ausência?
pressente o preságio
pacientemente
surge da inconsciência
a razão
da decepção
ilusão: foi tudo premonição
do pessismismo e da moralidade
hipocrisia

Izabela Reis